Quando o sucesso dá prejuízo

É a capa do “maxi-single” mais vendido da história, reproduzindo um “floppy disk”.  Apesar do sucesso comercial, este disco em vinil nunca deu lucro, devido ao custo de produção da capa. Numa história sobejamente conhecida no sub-mundo da música, a utilização de cortes e cores directas na produção da capa, representava, na altura da primeira edição, um prejuizo de 5 pence por cada disco vendido.

A capa não apresentava nem o nome da banda (New Order) nem o nome da música (Blue Monday), substituídos por um código de quadrados coloridos, mais tarde revelado na contra-capa do LP subsequente, “Power, Corruption and Lies”.

Não partilhem este post, pois a história do prejuízo que a sua obra gráfica causou, irrita profundamente o seu autor. Peter Saville, responsável por todo o artwork da editora, a Factory Records, queixa-se que estão sempre a recordar-lhe o assunto, mas argumenta que, na altura, nunca pensaram que o single vendesse tanto, pois “Blue Monday” era um tema cujo estilo se afastava totalmente do som praticado pela banda e nunca acreditaram que viesse a atingir um volume de vendas significativo, pelo que o prejuízo financeiro previsto era suportável, para os cofres da editora.

Mas apesar do tema ter sido composto num estilo diametralmente diferente ao som praticado pelos membros da banda na sua anterior encarnação (Joy Division), e mesmo tendo enfurecido a maioria dos fans, Blue Monday vendeu que nem ginjas e angariou uma legião enorme de novos seguidores, catapultando os New Order para uma carreira de (ainda maior) sucesso.